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Lei do bom samaritano

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O Bom Samaritano: compaixão e proteção

Extraída da Bíblia (Lucas 10:25-37), a parábola do Bom Samaritano narra como um viajante dado por morto é socorrido por um desconhecido que cuida dele e vela pelo seu bem-estar. Além do seu contexto religioso, transmite uma mensagem universal: o dever moral de prestar socorro ao próximo em perigo, com compaixão e altruísmo.

Inspiradas neste princípio, muitas leis do Bom Samaritano foram promulgadas em todo o mundo para proteger de processos judiciais quem presta assistência de boa-fé numa emergência. O alcance exato dessa proteção, contudo, varia de uma jurisdição para outra: veja a seguir o que prevê a lei aplicável à sua região.

Citação do texto de lei

Lei vigente Lei do bom samaritano da Carolina do Sul — S.C. Code Ann. § 15-1-310
Alcance da proteção Qualquer pessoa que, de boa-fé e gratuitamente, preste atendimento de emergência no local de um acidente ou emergência não responde por danos civis por qualquer lesão pessoal decorrente de ato ou omissão na prestação do atendimento, ou de qualquer falha em providenciar tratamento médico posterior, salvo atos que constituam negligência grave ou conduta dolosa ou temerária.
Obrigação de prestar socorro Não
Proteção de responsabilidade com DEA Protegido
Texto de lei A imunidade relativa ao DEA está prevista em S.C. Code Ann. § 44-76-40: o usuário designado de DEA que cumpra os requisitos do § 44-76-30, e qualquer pessoa que atue de boa-fé e gratuitamente, goza de imunidade civil pelo uso de um desfibrilador externo automático, salvo se o uso tiver sido gravemente negligente.
Sem obrigação legal de prestar socorro Proteção DEA

Sua proteção nos termos da lei

Na Carolina do Sul, a lei do bom samaritano (S.C. Code Ann. § 15-1-310) resguarda de responsabilidade civil quem, gratuitamente e de boa-fé, presta atendimento de emergência no local de um acidente. Essa proteção alcança a lesão causada por um gesto, uma omissão ou até a falha em providenciar tratamento posterior, e estende-se expressamente ao uso de um desfibrilador externo automático nos termos do § 44-76-40. Só a negligência grave ou a conduta dolosa e temerária ultrapassa esse limite.

Sem obrigação de agir, mas todos os motivos para fazê-lo

A Carolina do Sul não obriga as testemunhas a intervir: socorrer é uma escolha, nunca uma imposição legal. Mas, a partir do instante em que você decide agir de boa-fé, a lei fica ao seu lado, inclusive quando pega o DEA mais próximo. A verdadeira pergunta não é, portanto, «tenho o direito de ajudar?», mas «saberei o que fazer?».

Por que a formação é essencial

A lei o protege quando você age, mas não pode comprimir um peito nem ligar um desfibrilador por você. Nos minutos que se seguem a uma parada cardíaca, cada segundo sem RCP reduz as chances de sobrevivência — e esses segundos passam muito antes de o socorro chegar. Formar-se em RCP e primeiros socorros transforma uma boa intenção em mãos firmes e eficazes. Na Carolina do Sul, quem melhor pode salvar uma vida costuma ser quem já está ao lado.

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